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Você sabe o significado das cores nas tubulações industriais?

Leia o nosso texto e conheça o significado das cores nas tubulações industriais. Acesse e confira!

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10/11/2017

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O uso de cores na indústria é obrigatório para identificar equipamentos de segurança, delimitar áreas, identificar tubulações empregadas para a condução de líquidos e gases e sinalizar os riscos.

O seu uso é orientado pela NR-26 – Sinalização de Segurança, do Ministério do Trabalho e Emprego. De acordo com a norma, “as cores devem ser adotadas para a segurança em estabelecimentos ou locais de trabalho, a fim de indicar e advertir acerca dos riscos existentes”.

Nas indústrias, um dos principais usos das cores é a identificação das tubulações para evitar acidentes com os trabalhadores. Para isso, existe a NBR-6493, da ABNT, que orienta sobre o emprego de cores para a identificação de tubulações fixas em casos de canalização de fluidos, substâncias perigosas, material fragmentado ou condutores elétricos.

Para isso, usa-se o Sistema de Cores de Munsell.  O professor Albert H. Munsell criou este sistema no século XX, que hoje é utilizado de forma a possibilitar um arranjo tridimensional das cores num espaço cilíndrico de três eixos e que permite especificar uma determinada cor através de três dimensões.

 

O modelo de cor é baseado em cores base e secundárias. Confira abaixo:

Branco (B 000) – vapor.

Amarelo (C 067) – gases não liquefeitos.

Vermelho segurança (B 291) – vapor saturado, materiais para o combate a incêndios (água).

Verde (N 541) – água, exceto a de combate a incêndios.

Azul segurança (X 17J) – produtos sob pressão, como o ar comprimido.

Laranja (C 244) – ácidos.

Cinza escuro (W 685) – eletrodutos.

Cinza claro (J 684) – vácuo.

Preto (Y 999) – inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade como óleo combustível, piche e asfalto.

Marrom canalizações – cor para os demais fluídos como óleos, materiais fragmentados como o minério bruto, petróleo bruto.

Alumínio – substâncias inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade como diesel, lubrificantes, solventes, gasolina e querosene.

Creme (F 143) – produtos intermediários pesados.

Lilás/ púrpura (M 32T) – álcalis, lixívias (água sanitária)

 

Você sabia que além do uso das cores, existem outras formas de chamar a atenção da equipe diante de riscos na indústria? Como exemplo, temos as placas de sinalização, que além das cores, utilizam símbolos e sinais.

As placas de sinalização devem ser colocadas próximas às máquinas e aos equipamentos industriais, bem como nas instalações em que se encontram. Além disso, as placas servem para orientar os trabalhadores sobre as instruções de operação e manutenção dos equipamentos.

Estes sinais servem como alerta máximo para indicar que alguma atividade de risco está sendo realizada, como a partida ou a velocidade excessiva de uma máquina, por exemplo.

 

Autor: Eng° Eletricista Tagout - João Marcio Tosmann.

Sobre o autor: João Marcio Tosmann é formado em Engenharia Elétrica, com ênfase em Eletrônica, pela PUC-RS, com pós-graduação em Administração Industrial pela USP e MBA em Marketing pela ESPM.

Possui experiência em projetos de manutenção industrial e logística em autopeças. Atuou como membro da diretoria do Complexo Industrial Automotivo General Motors (CIAG) e líder de projetos de novos veículos como Celta (General Motors) e EcoSport (Ford). Atualmente é diretor da Tagout, indústria de produtos de Bloqueio e Etiquetagem que oferece consultoria, treinamento e elaboração de procedimentos para implantação do Programa de Controle de Energias Perigosas (PCEP).

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