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25Out

Por que é preciso implementar o Programa de Controle de Energias Perigosas na indústria?

Por João Márcio Tosmann

Adotar medidas preventivas para o controle de energias perigosas é a melhor forma de criar um ambiente seguro de trabalho. No entanto, sabemos que grande parte das empresas costumam deixar para incluir um PCEP (Programa de Controle de Energias Perigosas) somente após o término de construção das fábricas ou, ainda, quando ocorrem acidentes de grandes proporções e que vão exigir trabalhos de análise de riscos para a implantação de medidas corretivas.

Muitos acidentes ocorrem em função do acionamento inesperado de máquinas e equipamentos durante a manutenção, limpeza ou reparo. Acidentes que afetam a integridade e saúde dos trabalhadores durante a execução destes trabalhos pode ser evitadas a partir da implantação do PCEP, que prevê a utilização de dispositivos de bloqueios para as fontes de energia e o treinamento adequado da equipe.

O Programa tem como objetivo criar procedimentos de controle para o uso de dispositivos de bloqueios de segurança a fim de prevenir os riscos de acionamentos acidentais de máquinas, equipamentos e sistemas elétricos.

Isso é válido para todas as fontes de energia que podem estar presentes nas indústrias: elétrica, mecânica, hidráulica, pneumática, química e térmica. No caso da energia elétrica, por exemplo, os números de acidentes são bem elevados.

Segundo dados da Abracopel (Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade), em 2016, o número de mortes por acidentes de origem elétrica foi de 1.319. Já as atividades relacionadas às energias de alta tensão estão em 6º lugar no ranking de profissões com o maior número de mortes no Brasil.

Diante deste cenário, o que um bom gestor deve fazer para evitar acidentes com energias perigosas na indústria em que atua?

Sabemos que é dever do empregador oferecer as condições de saúde e segurança necessárias para que o trabalhador exerça as suas atividades. No entanto, são os gestores – engenheiros e técnicos de Segurança no Trabalho e Manutenção - que estão presentes no dia a dia e conhecem melhor os riscos da área industrial. Por isso, são as peças mais importantes para o estabelecimento de uma cultura de prevenção à acidentes.

Agindo preventivamente, é possível garantir o maior controle de energias perigosas nas áreas de maior risco da indústria. E estes procedimentos podem – e devem – estar previstos ainda na fase de planejamento de uma nova unidade fabril a fim de contribuir com um ambiente de trabalho mais seguro para os profissionais.

Dentre as ações que podem ser tomadas pelo gestor estão:

- Coordenar a elaboração de uma análise de riscos preventiva e a implantação do PCEP em todas as áreas que utilizam energias perigosas;

- Estabelecer os procedimentos que devem ser seguidos em todas as atividades que envolvem o contato com energias perigosas;

- Prever ações corretivas que possam ser necessárias em caso de acidentes;

- Promover a segurança por meio de treinamento e capacitação dos profissionais que lidam direta ou indiretamente com as energias perigosas;

- Definir as responsabilidades de cada um da equipe para o correto funcionamento do Programa.

- Garantir que as medidas estejam sendo seguidas por toda a equipe.

É importante lembrar que mesmo o funcionário mais capacitado pode cometer erros. Por isso, além dos treinamentos estarem em dia, é preciso que o gestor acompanhe toda a equipe de perto e mantenha um diálogo próximo para reforçar, dia após dia, a importância de ter uma atitude segura ao executar as atividades relacionadas às energias perigosas.

Sobre o autor: João Márcio Tosmann é formado em Engenharia Elétrica com ênfase em Eletrônica pela PUC-RS, com pós-graduação em Administração Industrial pela USP e MBA em Marketing pela ESPM.

Possui experiência em projetos de manutenção industrial e logística em autopeças. Atuou como membro da diretoria do Complexo Industrial Automotivo General Motors (CIAG) e líder de projetos de novos veículos como Celta (General Motors) e EcoSport (Ford). Atualmente é diretor da Tagout, indústria de produtos de Bloqueio e Etiquetagem voltados para o mercado brasileiro, além de consultoria e treinamento

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