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28 Nov

7 riscos aos quais estão expostos os trabalhadores industriais e como evitá-los

Em julho de 2017, o operário José Carlos Santana, 35 anos, caiu do 8o andar de um prédio que estava em construção em Atibaia, no interior de São Paulo. O trabalhador ficou pendurado durante 20 minutos pela corda de segurança que o prendia, até que fosse resgatado por uma equipe de socorro. Desde o ocorrido, José Carlos sofre desmaios e tem dores de cabeça constantes. Ele voltou a trabalhar, mas sofreu outro acidente após sentir tontura e cair de uma altura de mais dois metros.

O caso acima não é verídico, mas poderia ser. Diariamente, são registrados milhares de acidente de trabalho em todo o país e nas mais diversas indústrias. É mais comum do que imaginamos.

O Anuário Estatístico da Previdência Social divulgou que, em 2015, o número de acidentes e das doenças do trabalho no Brasil afetou 612.632 pessoas. Já os acidentes causadores de incapacidade permanente afetaram 11.028 trabalhadores e o número de mortes foi de 2.502.

As três principais causas de afastamentos do trabalho em 2015 foram: ferimento do punho e da mão (59.924), fratura ao nível do punho e da mão (38.198) e traumatismo superficial do punho e da mão (28.984).

Dados de 2016 da Previdência Social indicaram uma média de 710 mil acidentes de trabalho/ano nos últimos 5 anos. Mais de 2,8 mil resultaram em morte, 15 mil sequelas permanentes e mais de 7 milhões de dias de trabalho perdidos a cada ano.

Como no caso mencionado, você acredita que o trabalhador ainda tenha condições de atuar? E quais seriam as consequências disso para a sua família? E para a empresa em que ele atuava? E para a sociedade?

Acidentes mais comuns

Conforme a legislação brasileira, o acidente do trabalho é definido como “ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não, relacionada com o exercício do trabalho, de que resulte ou possa resultar lesão pessoal”.

Já os acidentes típicos são aqueles decorrentes da característica da atividade profissional desempenhada pelo acidentado. Dentre estes, as situações que representam mais de 80% dos acidentes graves e fatais segundo o Ministério do Trabalho e Emprego:

- Impactos diversos (objetos lançados, impacto de máquinas);

- Quedas;

- Choques elétricos;

- Aprisionamentos.

Outras diversas situações de risco podem ser levantadas, de acordo com o setor de atuação de cada indústria. Independentemente disso, o foco dos trabalhadores e gerências deve estar sempre na prevenção.

A prevenção não é, necessariamente, algo complexo. Simples ações podem sim fazer a diferença para a saúde dos trabalhadores. Pensando nisso, apresentamos aqui 7 riscos aos quais estão expostos os trabalhadores industriais e algumas ações simples para evitá-los.  

Prensamento ou esmagamento de membros

Exemplo de situações: manipulação de objetos pesados durante o transporte.

Como evitar:  antes de manusear qualquer material é importante que o trabalhador se certifique da sua capacidade e adequação física para a tarefa. Quando não há condições de levantamento manual seguro, pode-se introduzir talhas para facilitar o trabalho. Trata-se de um equipamento que, por meio de ganchos, cabos e motores elétricos, permitem suspender e transportar objetos pesados.

Choques elétricos

Exemplo de situações: manutenção ou reparo de máquinas e equipamentos industriais.

Como evitar: sempre desligar e bloquear a chave geral ou disjuntor antes de executar a manutenção ou reparos na instalação elétrica. Para isso, existem dispositivos de bloqueio como o cadeado especial de bloqueio e a caixa de bloqueio em grupo que servem para impedir o religamento de máquinas, equipamentos ou painéis elétricos durante o período de manutenção.

Intoxicação por gases ou vapores

Exemplo de situações: necessidade de adentrar um espaço confinado onde que há dispersão de contaminantes no ambiente.

Como evitar: implantar um sistema de ventilação e exaustão para eliminar gases, vapores ou poeiras contaminantes. Esses equipamentos têm a finalidade de evitar doenças devido à concentração de pó em suspensão no ar, gases tóxicos ou venenosos e vapores. Atuam para diluir concentrações de gases, vapores e promover conforto térmico ao trabalhador.

Esmagamento de mãos

 

Exemplo de situações: operador posiciona suas mãos na zona de risco durante a operação de uma máquina.

 

Como evitar: instalação do comando bimanual de acionamento, que obriga o operador a manter suas mãos em local seguro durante o ciclo de uma máquina, evitando possíveis acidentes. Isso porque o acionamento só ocorre por meio de dois botões, que devem ser pressionados simultaneamente.

 

Corte e perfuração de membros

Exemplos de situações: funcionário que trabalha com ferramentas de corte como serras, guilhotinas, tornos e prensas.

Como evitar: exigir o uso de luvas adequadas para a atividade durante o manuseio do equipamento. As luvas de aço, por exemplo, são comuns em metalúrgicas, indústrias automobilísticas ou de mineração, entre outras. Para os pés, devem ser usadas as botas com bico de aço.

 

Projeções de partículas ou peças

Exemplo de situações: operadores de esmeris, que atuam no acabamento de peças com superfícies planas ou cilíndricas.

Como evitar:  o cuidado deve ser redobrado com o rosto, olhos e mãos. Assim, exigir o uso de equipamentos de proteção individual como óculos, viseiras, coletes e macacões para proteção do corpo.

Queda

Exemplo de situações: trabalhador encarregado de limpeza e manutenção de fachadas e telhados ou outras atividades que exijam o uso de escadas ou plataformas.

Como evitar:  exigir o uso obrigatório do cinto de segurança para todos os trabalhos em altura em que haja risco de queda. Aliado a isso, pode-se implantar um “trava-queda” acoplado ao cinto de segurança ligado a um cabo de segurança independente, para os trabalhos realizados com movimentação vertical em andaimes suspensos de qualquer tipo.

E aí, gostou das dicas? Compartilhe com a gente a sua opinião!

 

Autor: Eng° Eletricista Tagout - João Marcio Tosmann

Sobre o autor: João Marcio Tosmann é formado em Engenharia Elétrica com ênfase em Eletrônica pela PUC-RS, com pós-graduação em Administração Industrial pela USP e MBA em Marketing pela ESPM.

Possui experiência em projetos de manutenção industrial e logística em autopeças. Atuou como membro da diretoria do Complexo Industrial Automotivo General Motors (CIAG) e líder de projetos de novos veículos como Celta (General Motors) e EcoSport (Ford). Atualmente é diretor da Tagout, indústria de produtos de Bloqueio e Etiquetagem voltados para o mercado brasileiro, além de consultoria e treinamento

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