• Conteúdo
  • Blog

Equipamento crítico: como garantir a segurança na rotina de manutenção?

Entenda o que é um equipamento crítico, como realizar sua classificação e quais estratégias de manutenção e segurança aumentam a confiabilidade dos ativos e reduzem riscos operacionais.

  • Notícias
16/12/2022

Equipamento crítico: como garantir a segurança na rotina de manutenção?

Um equipamento crítico é aquele cuja falha pode comprometer a segurança dos trabalhadores, interromper a produção, causar impactos ambientais ou gerar prejuízos significativos para a operação. Por isso, identificar esses ativos e definir estratégias de manutenção industrial adequadas é essencial para aumentar a confiabilidade da planta, reduzir riscos operacionais e garantir a continuidade dos processos.

Um equipamento parado por falhas técnicas representa prejuízos para qualquer indústria. Afinal, interromper a produção pode impactar diretamente a produtividade, os custos operacionais e os resultados da empresa. No entanto, nem todos os equipamentos afetam a operação da mesma forma quando apresentam falhas ou passam por uma manutenção corretiva, tampouco representam os mesmos riscos para os trabalhadores.

Por isso, classificar os equipamentos de acordo com seu nível de criticidade é uma etapa essencial da gestão da manutenção. Essa análise permite definir prioridades, direcionar recursos, planejar intervenções e reduzir os impactos das falhas na segurança, na disponibilidade dos ativos e na continuidade da operação.

Ao longo deste artigo, você entenderá como identificar os ativos mais importantes para a sua operação, quais critérios devem ser considerados na análise de criticidade e quais estratégias de manutenção preventiva, manutenção preditiva e gestão de segurança contribuem para aumentar a confiabilidade e o desempenho dos ativos industriais. Confira.

Como funciona a classificação de um equipamento crítico?

Nem todos os equipamentos em uma indústria têm o mesmo grau de severidade quando apresentam falhas ou sofrem uma parada inesperada. Por isso, todos os equipamentos de uma planta devem ser avaliados e classificados de acordo com o seu nível de criticidade, considerando o impacto que uma falha pode causar na produção, na segurança dos trabalhadores, no meio ambiente e na continuidade das operações.

A classificação de equipamentos críticos é o primeiro passo da gestão da manutenção, pois permite identificar quais ativos exigem maior controle e prioridade nas intervenções. Com essa análise, gestores e equipes de manutenção conseguem planejar as atividades de forma mais estratégica, aumentar a confiabilidade dos equipamentos, direcionar melhor os recursos e reduzir o risco de paradas não programadas na produção.

Curva ABC na classificação de equipamentos

A Curva ABC é uma das metodologias mais utilizadas para definir o grau de criticidade dos equipamentos na manutenção industrial. Desenvolvida pelo Japan Institute of Plant Maintenance (JIPM), em 1995, ela auxilia empresas a estabelecer prioridades para inspeções, intervenções e investimentos em manutenção, direcionando recursos para os ativos que apresentam maior impacto na operação. A classificação considera cinco fatores principais:

• Segurança;

• Confiabilidade;

• Qualidade;

• Frequência de falhas;

• Custo.

Com base nesses critérios, os equipamentos são classificados em três categorias:

Classe A

Equipamentos altamente críticos, cuja falha pode causar impactos significativos na segurança, na produção, na disponibilidade operacional e na continuidade dos processos.

Classe B

Equipamentos com criticidade intermediária, que possuem prioridade média dentro do processo produtivo e geram impacto moderado quando indisponíveis.

Classe C

Equipamentos de baixa criticidade, cuja indisponibilidade causa impactos reduzidos na produção e menor influência sobre a operação.

A Curva ABC também é conhecida como classificação 80/20, por ser inspirada no Princípio de Pareto. Na gestão da manutenção, esse conceito demonstra que uma pequena parcela dos equipamentos costuma concentrar a maior parte das falhas críticas, dos custos de manutenção e dos riscos operacionais.

Na prática, essa metodologia permite que os gestores direcionem esforços para os ativos que realmente exigem maior controle, aumentando a segurança da operação, otimizando os recursos de manutenção, reduzindo custos com intervenções desnecessárias e melhorando a disponibilidade dos equipamentos.

Além da Curva ABC, muitas empresas também utilizam indicadores como histórico de falhas, impacto financeiro, riscos à segurança, consequências ambientais e impacto na produção para realizar a análise de criticidade dos equipamentos.

São exemplos de equipamentos críticos em ambientes industriais:

painéis elétricos;

• prensas industriais;

• compressores;

• caldeiras;

• bombas principais;

• esteiras transportadoras;

• linhas de produção automatizadas.

Mapeamento de equipamentos críticos na gestão da manutenção

O mapeamento dos equipamentos críticos é uma etapa fundamental da gestão da manutenção, pois permite identificar prioridades e desenvolver um planejamento mais efetivo para a gestão dos ativos industriais. Após definir o nível de criticidade dos equipamentos da planta, a próxima etapa consiste em realizar testes, inspeções e análises para verificar se esses ativos estão operando dentro das condições ideais de funcionamento.

Com base nos resultados dessas avaliações, no histórico de manutenção e na experiência das equipes de operação e manutenção, é possível identificar desvios que podem indicar falhas futuras ou até mesmo resultar em quebras graves. Esse processo permite agir de forma preventiva, reduzindo riscos operacionais, aumentando a confiabilidade dos ativos e evitando interrupções não planejadas na produção.

A classificação e o mapeamento dos equipamentos críticos também proporcionam benefícios importantes para a gestão da manutenção, como:

• implantação de estratégias de manutenção mais assertivas;

• maior confiabilidade e vida útil dos equipamentos;

• melhor aproveitamento dos recursos de manutenção;

• redução de custos com intervenções corretivas;

• maior disponibilidade operacional dos ativos.

Quanto mais preciso for esse mapeamento, maior será a capacidade da empresa de priorizar investimentos, direcionar recursos para os ativos mais críticos e fortalecer a tomada de decisão na manutenção, concentrando esforços para os equipamentos que realmente representam riscos para a segurança, a produção e para a continuidade da operação.

Manutenção preventiva e manutenção preditiva

Depois de identificar a criticidade dos equipamentos, é fundamental definir a estratégia de manutenção mais adequada para cada ativo, considerando sua importância para a operação e os riscos associados à sua indisponibilidade.

A manutenção preditiva permite acompanhar continuamente as condições de funcionamento dos equipamentos por meio do monitoramento de indicadores como vibração, temperatura, ruídos, consumo de energia, odores e outros parâmetros operacionais. Essa estratégia, também conhecida como manutenção baseada na condição, utiliza dados para identificar alterações no desempenho dos ativos antes que ocorram falhas.

Quando esses sinais indicam desvios em relação ao funcionamento esperado, a equipe consegue planejar intervenções antes que a falha aconteça, reduzindo custos e evitando paradas não programadas. Mais do que acompanhar o desempenho da máquina em tempo real, a manutenção preditiva oferece informações importantes para o planejamento das atividades futuras, aumentando a confiabilidade, a disponibilidade e o desempenho dos ativos.

Já a manutenção preventiva consiste em um conjunto de intervenções programadas, realizadas periodicamente para inspecionar equipamentos, substituir componentes sujeitos ao desgaste natural e reduzir a probabilidade de falhas. A principal diferença entre as duas estratégias é que a manutenção preventiva segue um cronograma previamente definido, enquanto a manutenção preditiva é baseada na condição real do equipamento e nos dados obtidos durante seu funcionamento.

Na prática, essas abordagens são complementares e, quando aplicadas em conjunto, contribuem para aumentar a vida útil dos ativos, reduzir custos de manutenção e fortalecer a segurança das operações industriais.

Como garantir a segurança durante as manutenções industriais?

Entre as diversas estratégias utilizadas para prevenir falhas, aumentar a confiabilidade dos ativos e garantir a segurança dos trabalhadores durante as intervenções, a Manutenção Centrada em Confiabilidade (RCM – Reliability Centered Maintenance) é uma das metodologias mais indicadas para a gestão de equipamentos críticos.

A RCM tem como objetivo definir a estratégia de manutenção mais eficiente para cada ativo, considerando sua função, os modos de falha, as consequências dessas falhas e os impactos que elas podem causar na segurança, na produção e na continuidade da operação.

Além de aumentar a confiabilidade dos equipamentos, essa metodologia contribui para reduzir o custo do ciclo de vida dos ativos, que engloba despesas relacionadas à aquisição, instalação, operação, manutenção e descarte dos equipamentos.

A partir da Manutenção Centrada em Confiabilidade, é possível traçar estratégias específicas para cada equipamento envolvido na operação. Para isso, a metodologia se baseia nos seguintes princípios:

• diminuir ou eliminar a ocorrência de falhas;

• reduzir a severidade das falhas quando elas ocorrerem;

• identificar falhas ainda em estágio inicial, evitando acidentes, interrupções na produção e perdas operacionais.

A definição da estratégia de manutenção deve considerar a criticidade dos equipamentos:

Classe A

Demandam maior nível de controle e devem combinar manutenção preventiva, manutenção preditiva, inspeções periódicas e metodologias como a RCM.

Classe B

Podem ser acompanhados por meio de manutenção preditiva, manutenção preventiva e inspeções programadas, conforme sua importância para o processo produtivo.

Classe C

Normalmente podem ser gerenciados por meio de monitoramento operacional e manutenção corretiva planejada, sempre considerando os riscos envolvidos e os impactos para a operação.

Papel do Programa LOTO (Lockout/Tagout) na manutenção de equipamentos críticos

Independentemente da estratégia de manutenção adotada, toda intervenção em equipamentos críticos deve priorizar a segurança dos trabalhadores. Nesse contexto, o Programa LOTO desempenha um papel essencial na prevenção de acidentes e no controle das energias perigosas durante as atividades de manutenção.

O LOTO consiste no isolamento das fontes de energia perigosas antes do início de qualquer atividade de manutenção, inspeção, limpeza ou ajuste em máquinas e equipamentos. O procedimento impede partidas inesperadas, liberações de energia residual e outros eventos que podem causar acidentes. Quando integrado ao planejamento da manutenção, o Programa LOTO contribui para:

• proteger os trabalhadores durante as intervenções;

• evitar acidentes causados por energização inesperada e outras liberações de energia perigosa;

• padronizar procedimentos de segurança durante atividades de manutenção;

• atender aos requisitos das NR-10, NR-12, NR-33 e demais normas aplicáveis;

• aumentar a confiabilidade das operações e reduzir riscos operacionais.

Por isso, empresas que possuem equipamentos críticos devem considerar o Programa LOTO como parte integrante da gestão da manutenção, da gestão de riscos com energias perigosas e da estratégia de segurança operacional.

Como manter um ambiente de trabalho seguro

Além de uma boa gestão da manutenção, é importante que a empresa desenvolva uma cultura voltada à segurança do trabalhadores e à proteção dos trabalhadores. Isso envolve planejamento, capacitação e adoção de procedimentos capazes de reduzir riscos durante todas as atividades de manutenção e intervenção em máquinas e equipamentos.

1. Utilize Equipamentos de Proteção Coletiva

Os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs) são indispensáveis para manter um ambiente de trabalho seguro. Entre os principais exemplos estão cones, faixas de isolamento, placas de sinalização, sensores de presença, sirenes, alertas luminosos e dispositivos utilizados no Programa LOTO, como cadeados de bloqueio, garras de segurança, etiquetas de sinalização e bloqueios para disjuntores.

2. Garanta o uso adequado dos EPIs

Também é obrigação da empresa fornecer os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados para cada atividade. A escolha dos equipamentos deve considerar os riscos existentes, as características da tarefa e o nível de proteção exigido para cada função.

3. Invista na capacitação da equipe

Treinamentos práticos e periódicos garantem que operadores e equipes de manutenção saibam aplicar corretamente os procedimentos de segurança durante as atividades. A capacitação deve estar alinhada às exigências da NR-10, da NR-12 e das demais normas aplicáveis, preparando os profissionais para atuar de forma segura e padronizada no dia a dia.

4. Fortaleça a cultura de segurança

A segurança deve fazer parte da rotina da empresa. Além dos treinamentos formais, iniciativas como Diálogos Diários de Segurança (DDS), campanhas internas, auditorias e atualizações constantes dos procedimentos contribuem para fortalecer a cultura de prevenção, aumentar a percepção de riscos e reduzir a ocorrência de acidentes.

Fortaleça a segurança da manutenção com a TAGOUT®

A TAGOUT® oferece uma solução completa para o controle de energias perigosas, com dispositivos de bloqueio e etiquetagem (LOTO), implantação e atualização de Programas LOTO, elaboração de procedimentos, treinamentos práticos e consultoria especializada para adequar as operações às exigências das Normas Regulamentadoras, como a NR-10 e NR-12.

Com uma abordagem integrada, ajudamos empresas a fortalecer a segurança durante as atividades de manutenção, padronizar procedimentos, aumentar a confiabilidade operacional e reduzir os riscos associados às intervenções em máquinas e equipamentos.

Fale com nosso time de especialistas e descubra como implementar uma gestão LOTO segura, padronizada e eficiente para proteger seus trabalhadores, fortalecer a conformidade legal e aumentar a confiabilidade das operações.

Solicite contato e tenha mais segurança na sua rotina de manutenção industrial.

Leia também